Possibly a project by George Lucas, a contemporary of the Palace's secret door in Indiana Jones and the Temple of Doom.
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Chiado Chameleon
Possibly a project by George Lucas, a contemporary of the Palace's secret door in Indiana Jones and the Temple of Doom.
Etiquetas:
Arkhetypos,
Arquitectura,
Lisboa,
Lisbon
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Geração de ideias - Lisboa
Pedimos desculpa por divulgar esta iniciativa após já ter decorrido, o cansaço era demasiado...
Às 21h00, estivemos na Casa do Futuro do Museu das Comunicações para apresentar o projecto "Olisipédia" numa iniciativa da Geração de Ideias com comentários do historiador Rui Tavares.
Dentro de momentos colocaremos novidades acerca desta iniciativa, bem como do referido projecto.
Às 21h00, estivemos na Casa do Futuro do Museu das Comunicações para apresentar o projecto "Olisipédia" numa iniciativa da Geração de Ideias com comentários do historiador Rui Tavares.
Dentro de momentos colocaremos novidades acerca desta iniciativa, bem como do referido projecto.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Lua Nova - A tempestade da Terra (1998)
O filme "A tempestade da Terra" de Fernando d'Almeida e Silva, rodado na pastelaria Lua Nova (situada na Rua Domingos Sequeira nº5A Lisboa) com a participação de Maria de Medeiros, João Grosso, Angelo Torres, João Lagarto, José Wallenstein (entre outros) com música de Madredeus
quarta-feira, 27 de maio de 2009
«DOUBLE INDEMNITY» 1944, Billy Wider
LUA NOVA
Rua Domingos Sequeira nº5A Lisboa
Quando subia, de eléctrico, no 28, a Rua Domingos Sequeira entre a Estrela e os Prazeres, fiquei parado na misteriosa cumplicidade de Fred MacMurray e Barbara Stanwick.
Em 1938, um experiente mediador de seguros da prestigiada Pacific All RisK Insurance, Co., Walter Neff, na impossibilidade de contactar um seu antigo cliente, o Senhor Dietrichson, para renovar a apólice de seguro automóvel faz uma visita a sua casa.
Aí é recebido pela sua mulher Phyllis Dietrichson que, surpreendida e surpreendente, recebe Neff, enrolada numa toalha vinda dos seus banhos de sol. A atracção entre ambos é imediata e a paixão leva Neff à loucura.
Phyllis propõe a Neff que mate o seu marido, por forma a receberem o prémio da companhia de seguros. Neff vai mais longe e congemina um esquema que permitiria a ambos receber o dobro do montante segurado com base numa cláusula de dupla indemnização prevista para determinados acidentes.
Todos os dias se encontravam à mesma hora, pelas onze da manhã, num armazém por entre farinhas para bebés, boiões de mel, latas de conservas e sabonetes, escondidos entre as prateleiras e os verdadeiros clientes, para acertarem os pormenores do seu plano. E, claro, exercitarem a sedução mais emblemática de todos os filmes negros.
É um dos encontros de Phyllis e Walter, escondidos por entre mercearias, que se vê do eléctrico.
Estão na Lua Nova, na pastelaria. Desci do eléctrico e procurei-os.
A Lua Nova tem um néon e uma esplanada com cadeiras de design português, simples, em ferro pintado, ao verde do mobiliário urbano tradicional de Lisboa.
Bebi um café e fumei uma cigarrilha em honra de Walter e Phyllis, de frente para o grande Paris Cinema.
Entrei. Tive a certeza de que a qualquer momento entrariam Walter e Phyllis: o espaço parece vindo da Lisboa mais antiga, com a ventoinha no tecto, as magnificas cadeiras de brocado vermelho e as paredes e o chão de lioz.
E a homenagem mais acabada ao cinema e à música. Estão lá Frank Sinatra, Bogart e Bacall, Tom Waits, Elvis, Marlene Dietrich, Elizabeth Taylor e Marilyn, Clark Gable, Rita Hayworth.
A televisão está apagada e é certamente igual àquela onde tanta gente viu as primeiras aventuras de Super-Homem de 1952, com George Reeves.
Pode-se telefonar de uma magnífica cabine telefónica das vermelhas, com mais de trinta anos, se tivermos connosco uma moeda de 2$50…
E nas prateleiras a antiga mercearia lusitana como a dos encontros de Walter e Phyllis: as farinhas Zelly da Favorita do Bolhão, as conservas Tricana e Minor da Conserveira de Lisboa e os azeites Saloio, Santa Maria e Triunfo do Estº. Manuel da Silva Torrado & Cª. (Irmãos), S.A… E podem comprar-se e levar para casa.
E é quase pecado levar para casa a cevada Virgem com uma imagem da Nossa Senhora que, por momentos, saiu da Basílica da Estrela, ali tão perto, e está esplendorosa nas prateleiras da Lua Nova.
A Lua Nova foi palco de outro filme, esse mais «contemporâneo», de 1998, de Fernando D’Almeida e Silva, a «Tempestade da Terra» por que passaram Maria de Medeiros e Ângelo Torres até se reencontrarem com a ajuda preciosa de João Lagarto, na pele de Inspector Robalo.
Brindemos sempre a esta nova Lua Nova, com uma das melhores ginjas lisboetas, de marca «Sem Rival», a tal que «nunca concorreu a qualquer concurso nacional ou internacional»…
Rua Domingos Sequeira nº5A Lisboa
Em 1938, um experiente mediador de seguros da prestigiada Pacific All RisK Insurance, Co., Walter Neff, na impossibilidade de contactar um seu antigo cliente, o Senhor Dietrichson, para renovar a apólice de seguro automóvel faz uma visita a sua casa.
Aí é recebido pela sua mulher Phyllis Dietrichson que, surpreendida e surpreendente, recebe Neff, enrolada numa toalha vinda dos seus banhos de sol. A atracção entre ambos é imediata e a paixão leva Neff à loucura.
Phyllis propõe a Neff que mate o seu marido, por forma a receberem o prémio da companhia de seguros. Neff vai mais longe e congemina um esquema que permitiria a ambos receber o dobro do montante segurado com base numa cláusula de dupla indemnização prevista para determinados acidentes.
Todos os dias se encontravam à mesma hora, pelas onze da manhã, num armazém por entre farinhas para bebés, boiões de mel, latas de conservas e sabonetes, escondidos entre as prateleiras e os verdadeiros clientes, para acertarem os pormenores do seu plano. E, claro, exercitarem a sedução mais emblemática de todos os filmes negros.
É um dos encontros de Phyllis e Walter, escondidos por entre mercearias, que se vê do eléctrico.
A Lua Nova tem um néon e uma esplanada com cadeiras de design português, simples, em ferro pintado, ao verde do mobiliário urbano tradicional de Lisboa.
Bebi um café e fumei uma cigarrilha em honra de Walter e Phyllis, de frente para o grande Paris Cinema.
Entrei. Tive a certeza de que a qualquer momento entrariam Walter e Phyllis: o espaço parece vindo da Lisboa mais antiga, com a ventoinha no tecto, as magnificas cadeiras de brocado vermelho e as paredes e o chão de lioz.
A televisão está apagada e é certamente igual àquela onde tanta gente viu as primeiras aventuras de Super-Homem de 1952, com George Reeves.
Pode-se telefonar de uma magnífica cabine telefónica das vermelhas, com mais de trinta anos, se tivermos connosco uma moeda de 2$50…
E é quase pecado levar para casa a cevada Virgem com uma imagem da Nossa Senhora que, por momentos, saiu da Basílica da Estrela, ali tão perto, e está esplendorosa nas prateleiras da Lua Nova.
A Lua Nova foi palco de outro filme, esse mais «contemporâneo», de 1998, de Fernando D’Almeida e Silva, a «Tempestade da Terra» por que passaram Maria de Medeiros e Ângelo Torres até se reencontrarem com a ajuda preciosa de João Lagarto, na pele de Inspector Robalo.
Brindemos sempre a esta nova Lua Nova, com uma das melhores ginjas lisboetas, de marca «Sem Rival», a tal que «nunca concorreu a qualquer concurso nacional ou internacional»…
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Bloco das Águas Livres
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